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Leptospirose

   

Doença conhecida em todo o mundo, com exceção das regiões polares. É causada por uma bactéria chamada Leptospira interrogans, sobrevive em ambientes encharcados e úmidos, porém não se desenvolve em água salgada. É considerada uma zoonose, pois sua transmissão ocorre de animais para seres humanos de ambos os sexos.

A Leptospira tem facilidade de penetrar em feridas do nosso corpo, principalmente em pés descalços, no uso de chinelo em águas paradas. Durante as enchentes, aumentam os casos da doença. Moradores de locais próximos a margens de rios e lagos ficam mais vulneráveis por conviverem com a presença de roedores.

Todos os mamíferos domésticos (cães, gatos, porcos, cabras, ovelhas, cavalos, vacas, búfalos, coelhos, furões, etc) podem se contaminar e transmitir a doença, bem como os mamíferos silvestres (veado campeiro, gambá, lebre, cachorro do mato, macacos, etc).

O rato doméstico Rattus novergicus é o principal responsável pela infecção humana. A bactéria L. interrogans se multiplica nos rins, é eliminada pela urina, às vezes durante toda a vida do animal. Ela penetra nas mucosas dos olhos, nariz, boca, feridas e até mesmo pela pele, quando há muito tempo de contato com água contaminada. A transmissão pode ocorrer na ingestão de água e alimentos contaminados pela urina de rato.

Os trabalhadores-alvos da transmissão são, geralmente, limpadores de fossa e bueiros, lavradores da plantação de arroz, alguns veterinários que se descuidam, manipuladores de carne e aqueles que se expõem em águas por recreação e esporte. Entre pessoas, o contato é pouco provável.

Portanto, é importante manter os devidos cuidados com o lixo, ração de animais que sobram nos comedouros, limpeza de caixas de água com hipoclorito de sódio (2 a 2,5 %) e higienização com água sanitária em locais que sofreram inundação. Vale citar que locais em que ocorrem feiras livres e outras aglomerações de pessoas que se alimentam e deixam as sobras nas calçadas e nas ruas, colaboram para a proliferação de várias espécies de ratos. É dever de nossos governantes informar e prestar auxílio em favelas, bairros e escolas sobre os cuidados com o lixo e sobras de alimentos, bem como cuidar de rios, lagos, represas para não haver transtornos à saúde.

Os sintomas da doença podem aparecer de 2 a 30 dias após a infecção, com febre alta, dor de cabeça, icterícia (corpo e parte branca dos olhos fica amarelada), dor muscular, náuseas, vômitos, diarréia, podendo levar à desidratação. Podem ocorrer tosse, faringite, manchas avermelhadas e meningite, com boa recuperação ao tratamento com 4 a 6 dias.

A doença é confirmada através de sorologia, portanto são necessárias coletas para sorologia, ou isolar a bactéria em meio de cultura (na primeira semana da doença). O tratamento é realizado com hidratação e antibióticos, sempre sob cuidados médicos .Lembre-se: Você também faz parte do meio ambiente em que vive...

 

 

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Planimalis - Plano de Saúde Animal

Veterinário responsável: Júlio Cesar Braga CRMV-SP 11.948

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